Muitas crianças, particularmente as que vivem longe do campo, desconhecem de onde vem o arroz ou como ele se desenvolve. Especialmente a pensar nelas, em 2009 fizemos um vídeo didático no qual a “Cegonha Cici” explica o ciclo do cultivo do arroz.
De algum modo, este vídeo pretende ser também uma forma de preservar o património imaterial, particularmente das gentes da Borda do Campo, uma pequena freguesia situada a sul do concelho da Figueira da Foz, no Baixo Mondego.
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No passado domingo 28 de Agosto, a procissão em honra de Nossa Senhora de Seiça saiu à rua, reunindo centenas de fiéis que todos os anos vêm à capela de Seiça, na freguesia de Paião.
No final da procissão são vendidas as tradicionais fogaças oferecidas pelo povo à Nossa Senhora de Seiça.
Muitos são os peregrinos que ao longo do ano fazem promessas a esta padroeira e que neste dia as vêm pagar, para isso é colocada a balança no exterior da capela.
Para pagar a promessa coloca-se a criança de um dos lados e do outro o peso igual em cereais (milho, arroz ou feijão), os quais são oferecidos a Nossa Senhora de Seiça pelo agradecimento da cura.
Clique para ver as festa de anos anteriores:
http://mosteirodeseica.com/seica/festa-de-nossa-senhora-de-seica-em-maio/
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Filme inédito realizado por Inês Pinto e Natércia Simões, funcionárias da CMFF, pretendem mostrar-nos a Figueira da Foz por “Outros Olhares”.
Pode ver e saber mais sobre a Figueira da Foz em:
http://www.facebook.com/pages/Munic%C3%ADpio-da-Figueira-da-Foz/168708913206505
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Foto do jornal online Diário as Beiras
A Linha do Oeste não deverá fechar, segundo o presidente da Câmara da Figueira, que obteve essa resposta da CP. Na reunião de executivo municipal, João Ataíde lembrou que a autarquia tem estado “na linha frente pela manutenção” daquela via de comunicação. “Considero inadmissível o seu encerramento”, acentuou o autarca.
Recorde-se que, em finais de junho, foi noticiado o encerramento do troço entre Louriçal e Torres Vedras, proposta que terá sido apresentada pelo Governo português à Troika, inserida num pacote que contemplava o encerramento de 800 quilómetros de ferrovia. Na altura, o presidente da câmara contactou a CP, não tendo obtido resposta afirmativa.
“A via ferroviária é preferencial para o transporte de mercadorias e pessoas, pois todo o desenvolvimento do concelho e da região assenta nesse pressuposto”, respondia João Ataíde ao DIÁRIO AS BEIRAS. Por sua vez, a Refer não quis comentar as notícias que davam conta do encerramento do citado troço. Em sentido contrário àquilo que veio a público, utentes e autarcas da zona de influência da via ferroviário têm defendido a electrificação da Linha do Oeste.
Texto e foto retirados do Diário As Beiras online:
http://www.asbeiras.pt/2011/08/linha-do-oeste-continua-em-funcionamento/
Versão completa na edição impressa do Diário as Beiras
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A freguesia do Paião recebeu, no passado domingo e segunda, a tradicional Feira de Seiça, um ritual que se repete já a alguns séculos…
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Reconstituição Virtual do Mosteiro de Santa Maria de Seiça nos meados do século XIX, autoria de Inês Pinto e Silvio Gaspar
Embora se desconheça a data exacta da fundação do cenóbio de Seiça, a mais antiga referência documental que se conhece sobre este mosteiro, situado junto ao rio Mondego, data de 1162, no qual o abade Martinho se encontra presente na outorga da carta de isenção dos direitos episcopais dada aos Crúzios, pelo Bispo D. Miguel Salomão. Alguns anos depois, em 1175, D. Afonso Henriques emite carta de doação do couto de Barra a D. Pelágio Egas (ou Paio Egas), abade de Santa Maria de Seiça.
Na mesma época, a Ordem de Cister crescia em Portugal, espalhando as suas casas conventuais pelo território então reconquistado. No reinado de D. Sancho I o estabelecimento de comunidades cistercienses diminuiu, registando-se apenas duas filiações de mosteiros em Alcobaça, Santa Maria de Maceira Dão em 1188, e Santa Maria de Seiça, doado à Abadia de Santa Maria de Alcobaça em 1195. A partir dessa data Seiça passou para a Ordem de Cister, passando a albergar uma comunidade de monges brancos. Embora protegido pela Coroa ao longo da Idade Média, devido aos desentendimentos constantes com a casa-mãe de Alcobaça, em 1555 o Mosteiro de Seiça foi suprimido por D. João III e os seus bens foram destinados à Ordem de Cristo, para a edificação de novo mosteiro em Carnide – Lisboa. Seria D. Sebastião que em 1560 restituiria o mosteiro novamente à alçada da grande abadia cisterciense, através da Bula de Pio IV “Hodie a nobis emanarunt littere” que anulou a extinção do Mosteiro de Santa Maria de Seiça.
Em 1567 foi criada a Congregação de Santa Maria de Alcobaça, a qual, numa demonstração de vigor, de capacidade financeira, organizativa e de autonomia, procede à reconstrução e reformulação dos seus mosteiros. Em Santa Maria de Seiça procedeu-se à construção de um mosteiro inteiramente novo, cujas obras dos novos lugares regulares tiveram início a 11 de Julho 1572, (passando de Sul para Norte), segundo um projecto de Mateus Rodrigues, e em 1672 foi derrubada a igreja medieval para dar início à construção da Igreja actual. Devido à sua proximidade do Colégio de Santa Cruz de Coimbra, o Mosteiro de Seiça passou a funcionar como centro de estudos filosóficos da ordem.
Embora o convento se encontre actualmente bastante arruinado, nele se destaca o corpo da Igreja, considerada a peça mais interessante do conjunto edificado. Apresentando um traçado de linhas austeras, que se sublinham pela sua verticalidade e robustez, bem ao gosto do maneirismo chão, o templo possui uma fachada marcada pelos volumes das torres laterais, com remates bolbosos, que enquadram um núcleo central onde o grande tema arquitectónico se resume à aplicação de pilastras de ordem colossal que unifica a superfície e confere a todo o frontispício um certo tom majestoso. A sua planimetria obedecia aos modelos maneiristas da época, pelo que o templo possuía nave única com capelas laterais intercomunicantes, possuindo originalmente coro-alto. O espaço do transepto, que seria coberto por cúpula, bem como a capela-mor, foram-se degradando depois da saída dos monges, em 1834, ficando completamente ao abandono e à mercê das intempéries e do vandalismo.
Com a extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o conjunto arquitectónico foi apropriado pelo Estado, tendo posteriormente sido entregue à Junta de Paróquia de Nossa Senhora do Ó do Paião a Igreja e a Sacristia do Mosteiro de Santa Maria de Seiça, através de Carta de Lei de 22 de Fevereiro de 1861, emitida por D. Pedro V. Desde então, ao longo de mais de século e meio, o Mosteiro de Santa Maria de Seiça foi sofrendo às mãos dos Homens que nele apenas viam valor económico. Mas para se perceber o que se passou é preciso conhecer os motivos que levaram à sua devastação.
No decorrer do séc. XIX a Igreja Matriz do Paião necessitava de reparações constantes. Mal o povo recuperava dos impostos cobrados para obras, já novos restauros eram necessários. Para fazer face às despesas com a Igreja Matriz, a Junta de Paróquia de Nossa Senhora do Ó do Paião recebeu a igreja e o mosteiro do extinto Mosteiro de Santa Maria de Seiça, em 1861, o qual, em consequência da expulsão dos monges de Cister, ficou votado ao abandono sem qualquer utilização que de algum modo garantisse a sua preservação.
A 11 de Janeiro de 1863 a Junta de Paróquia deliberou chamar peritos para avaliarem as obras necessárias na Igreja Matriz, a qual se encontrava em avançado estado de degradação. Entre avanços e recuos sobre a construção ou não de uma nova igreja, durante anos foram executadas obras de restauro na existente. Apenas em Fevereiro de 1896 tiveram inicio as obras destinadas à construção da actual Igreja Matriz do Paião. Em 1871 a Junta de Paróquia deliberou a demolição da sacristia do lado Sul e o gigante de pedra do Mosteiro de Seiça para com essa pedra tapar o cemitério e o adro da Igreja Matriz do Paião.
Por outro lado, a construção do troço de caminho de ferro da Linha do Oeste, entre Leiria e Figueira da Foz, em 1888, terá obrigado à demolição das estruturas subsistentes do presbítero e do falso transepto. Em 1895 a Junta de Paróquia vendeu o Mosteiro de Seiça a particulares e em 1911 o Mosteiro foi vendido novamente. Os novos proprietários transformaram a Igreja do cenóbio em unidade industrial de descasque de arroz, a qual terá terminado a sua laboração por volta de 1976. Em 2002 o Mosteiro de Santa Maria de Seiça foi classificado como Imóvel de Interesse Público e em 2004 celebrou-se a escritura de compra do Mosteiro de Seiça por parte da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Devoluto desde o encerramento da unidade fabril e dotado ao abandono, o que subsiste do mosteiro de Santa Maria de Seiça encontra-se actualmente em avançado estado de ruína. Remanescem a igreja, amputada em metade do seu tamanho e sem a abóbada da nave, as alas norte e poente do claustro, os espaços destinados à portaria e hospedaria, parte das celas do dormitório do primeiro piso, o corpo respeitante à cozinha, e refeitório, também amputado em parte, para nascente e parte do segundo claustro. Depois da extinção das Ordens Religiosas, em 1834, as talhas e os retábulos pétreos foram removidos e dispersos por várias igrejas do concelho.
Principal bibliografia:
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2791
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/71634/
CORREIA, Vergílio, “Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Coimbra”, Lisboa, 1953
DIAS, Pedro, “Mateus Rodrigues mestre construtor do Mosteiro de Seiça”, Mundo da Arte, 2ª serie, Janeiro – Março, 1990
Figueira Informa, Boletim Informativo nº4, Figueira da Foz, 2 Janeiro, 2000
PINTO, Inês “Reconstituição virtual da Igreja do Mosteiro de Santa Maria de Seiça nos meados do séc. XIX”, fotocopiado, FLUC, 2011
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Foto e texto do Jornal "As Beiras" 16-08-2011
Seiça tem a feira anual mais antiga do distrito de Coimbra. Ontem, cumpriu-se mais uma edição, com missa campal e animação musical.
Entre as ruínas do mosteiro e a capela octogonal recuperada, estendiam-se tendas e tasquinhas. A agricultura está na origem da feira.
Entretanto, os tempos mudaram e foram sendo aduzidos outros artigos. E outros visitantes: a feira de Seiça é, desde há várias décadas, um ponto de encontro para emigrantes e residentes da região.
Este ano, a organização tentou proporcionar-lhes mais um pretexto. “Tentámos criar uma feira mais industrial, com máquinas agrícolas, mas a situação financeira da Câmara da Figueira da Foz e, por consequência, da junta, não nos permitiu atingir o objetivo”, esclarece Paulo Pinto, presidente da Junta de Paião.
A feira já prejuízo, mas a tradição justifica o défice crónico- as quatro dezenas de vendedores pagam 500 euros de licenças, suportando apenas um terço das despesas.
Publicado por: Jot.Alves no Diario “As Beiras” de 16-08-2011
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